A Freguesia
O território que partilhamos
Vila Fria e Vizela S.Jorge. Património, natureza e vida local.


História e património
•Vila-Fria Esta freguesia surge pela primeira vez num documento do Mosteiro de Vilarinho datado de 1123. O padroado desta freguesia pertenceu aos Priores de Guimarães(…) (Fernandes, M.Antonino, Felgueiras de Ontem e de Hoje, p.123-125) A freguesia é povoada desde tempos imemoriais, como o comprovam vários vestígios arqueológicos que aqui aparecem e que, actualmente se encontram no Museu Martins Sarmento em Guimarães. O primeiro documento referente a Vila Fria data de 1123. Nas Inquirições de D. Afonso III, em 1258, grande parte da freguesia já aparece adstrita ao Mosteiro de Pombeiro. Destaca-se nesta freguesia o Parque de Campismo Rural, local ideal para umas férias ou mesmo para ocupação dos seus tempos livres. Do seu passado histórico ficou-nos a nobre Casa das Portas com uma curiosa capela e bonitas esculturas, a antiquíssima Ponte Romana do Arco e a sua Igreja de tónica secular, restaurada em 1911. Pela sua toponímia é possível afirmar que a população neste território é anterior à nacionalidade (actualmente com 664 habitantes e uma área de 1,9 Km2), existindo registos em que Vila Fria aparece como freguesia documentada em 1123. Património arqueológico – Via Romana Arco da Boavista – Troço de estrada lajeada de cronologia provavelmente Romana, dado como tal se poder classificar a Ponte do Arco que a faz atravessar o Rio Vizela. Na margem esquerda e a jusante da ponte, é constituída por lajes de granito, com uma largura de cerca de 3.5 metros e, em curvas suaves, vence a diferença de cota para o alto do Monte da Boavista. Ponte do Arco – Ponte Romana sobre o rio Vizela, associada à vila de que aparece um troço lajeado na margem esquerda que, subindo o monte, seguia por Boavista, Sardoal, Burgo, Rua, Pombeiro, Picôto, daí a Padroso, Forca, e, atravessando Várzea, passava o Ameal, Estrada, Mouta, Espiúca, subindo a Lixa no sopé do Monte do Ladário e dirigindo-se ao vale do Tâmega, para Amarante. Conserva ainda incorporado nas suas guardas um arco de limitação do couto de Pombeiro, do séc. XVIII. •Vizela (S. Jorge) Em 1258 era conhecida por S. Jorge de Cela e estava na posse da Ordem do Hospital. Habitada desde tempos pré-romanos, nesta freguesia existiu também um povoamento castrejo, no qual Martins Sarmento recolheu entre outros materiais a já célebre estátua do guerreiro galaico(…) (Felgueiras – Tradição com Futuro, edição CMF) São Jorge de Cela foi das primeiras designações desta localidade. Pelo menos é assim que surge nas Inquirições de D. Dinis. Toda a história da freguesia está relacionada com a sua vizinha de Santo Adrião. A sua origem e formação como freguesia prende-se com o «Mandamento de Riba-Vizela», ordenado no século X por D. Gonçalo Mendes, Conde Portucalense. Hoje o seu nome é S. Jorge de Riba-Vizela, apesar de por muitos ser conhecida de S. Jorge de Vizela. No interior da Igreja Paroquial é possível admirar uma bela pintura de São Jorge em madeira que está na sacristia e ainda um altar do século XVI com belas pinturas da vida de Cristo. O rio Vizela banha a extremidade da freguesia e a sua história está ligada à vizinha Santo Adrião de Riba-Vizela, pertencente ao Município de Vizela. Esta freguesia possui uma área de 1,1 Km2 e uma população residente de 596 habitantes.

